Outubro 02, 2007

"retalhos" Neptuno

Perdi o meu pente cor de vento na tempestade da saudade
Quando tudo que queria eras tu
Descrevo círculos de fogo em volta de mim, como se os teus braços fossem
E deixo-me embalar na dormência das recordações
Serás tu meu Neptuno dono do meu adormecer
De tempestades agudas e seladas por ondas do querer
Quando na humanidade nada vejo
Só por ti não cega o meu amor
Não sou Neptuno, mas possuo a força e o poder da lava de um vulcão
Que arrasta em mim á demência que não controlo
E descontrolo até ao amanhecer os doces ventos da paixão
E agora, tu?
Hoje o meu vestido serão as algas estelares porque esta noite
Danças em meu redor, como uma chama eterna que não se apaga
Envolves-me no teu mistério e fascinas-me com os teus enigmas
Inebrias-me na bruma de sentimentos perfumada de ti
Criaremos o universo intermédio dos sentidos aguçados
Desafiarem os todos ao redor, nosso universo será, o verdadeiro livre
E ao vento não vamos deixar respirar
Lá estarei rodopiando na demência dos sonhadores
Dançando a valsa da infinita saudade
...

Kardo Bestilo - Angelo Reis - Yara Lopes

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