Na calada da noite quando os passos ruidosos do homem não mais se ouvem, percebe-se a escuridão mais doce e calada vagando nos ombros d’um pequeno insecto escuro como as sombras de seres com tamanho maior. Não fosse o adocicado o fardo pesado e incómodo se tornaria, as vezes cansado mas nao desistente as patinhas à boca faminta levava, talvez até ousadia parecesse e num desrespeito heróico saciava assim o que na ausência da noite era impossível saciar; a sua fome.
Na sua pequenina natureza valentia era o que não lhe faltava e apesar do aviso da barata, a formiga pequenina em ato heróico outro grão apanhou.
Cambaleando na sua pressa e tropeçando na propria sorte, quem diria que na noite escura um menino a espreita se encontrava distribuindo o tesouro guardado no bolso e roubado d’uma infância sem pressa.
Estejam silenciosos a noite e os seus habitantes!
Janeiro 09, 2009
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